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De pastor de gado a diácono jesuíta

Augostine Ekeno SJ, ex-diretor adjunto da AJAN

O sonho que eu desejei que viesse a realizar-se há cerca de 15 anos aconteceu no dia de S. Valentim deste ano. A 14 de fevereiro, eu e outros 17 jesuítas africanos fomos ordenados diáconos, um passo decisivo rumo ao sacerdócio.

Este dia representou um momento importante da concretização de um sonho que tem estado presente na minha mente desde os dias em que era um pastor nas planícies do norte do Quénia. Costumava então sonhar com o dia em que me tornaria num ‘pastor’ a tomar conta do povo de Deus como padre jesuíta.

A caminhada que percorri até agora deve também muito às inúmeras maravilhosas pessoas que encontrei durante a minha formação. Uma dessas ‘famílias’ tem sido para mim a Rede Jesuíta Africana contra a SIDA (AJAN). Fiz o meu magistério (uma missão de trabalho que os jesuítas em formação empreendem num período entre estudos) na AJAN, na capacidade de diretor adjunto, de 2009 a 2011.

A exemplar liderança de serviço do primeiro diretor, o P. Michael Czerny SJ, e o seu igualmente inspirador sucessor, o P. Paterne Mombé SJ, ensinaram-me a ser um bom jesuíta. O seu incomensurável compromisso para com os afetados e infetados pelo HIV/SIDA reflete o tipo de ‘pastor’ que eu sonhava ser enquanto pastor de gado. Valorizo muito a experiência que tive na AJAN por ter infundido em mim um grande sentido do cuidado por quem na nossa sociedade se encontra doente.

Ekeno irá agora prosseguir os estudos de teologia antes de ser ordenado sacerdote.